05 junho 2006

A voz e a vez do morro

por Joyce Santos

A galera da Cufa/CDD marca presença na reportagem da Revista O Globo, do último domingo, 04 de junho, que retrata a força e a diversidade da produção artística que vem das favelas cariocas. A qualidade e inovação dos movimentos de dança, música, teatro e cinema que surgem nas periferias do Rio, superando as barreiras da pobreza e da violência, fazem com que personalidades como o cineasta Cáca Diegues apontem a arte dos morros como a grande novidade da cultura nacional.



Na reportagem, Anderson Quak, fundador da Cia. de Teatro da Cufa e coordenador do curso de audiovisual, fala de algumas de suas produções como o espetáculo adolescente “Papo Calcinha” e o documentário “Tu não tá sozinho não”, sobre o sambista Deny de Lima, e também da necessidade de democratização das salas de exibição para que os moradores da favela possam ter, de fato, acesso aos bens culturais.
- Ingresso de filme a R$18 não dá, ressalta Quak.

Nega Gizza diz que seu interesse por uma formação audiovisual veio da necessidade de ver uma outra realidade das favelas, que não apenas a mostrada pela visão “oficial”.
- Fico orgulhosa em ouvir de alguns dos nossos uma outra verdade, destaca Gizza.

Com muitos sonhos, criatividade e, principalmente, muito trabalho, a Cufa é um dos grupos que protagoniza esta virada da cena cultural do país. As palavras de Cacá marcam este momento, em que a favela mostra que chegou a vez de revelar por si própria a sua voz:
- Agora, são estes meninos que vão falar da vida deles, do que eles sentem desde que nascem na favela.

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